O GRANDE DILEMA: RAZÃO OU EMOÇÃO

Imagine um momento onde você ficou se perguntando ou já ouviu alguém falando: “Será que estou deixando meu coração falar mesmo sabendo que é ilusão?” ou “Nossa, fui demitido agora não sei mais o que fazer!”. Quem sabe você mesmo não recebeu uma oportunidade que mudaria sua vida, mas a incerteza fez com que desistisse ou deixasse passar.

A verdade é que todos nós, ricos ou pobres, feios ou bonitos, famosos ou desconhecidos, possuímos momentos de incertezas. O problema está quando nos prendemos a pensamentos medíocres que nos deixam vulneráveis através do medo e crenças limitadoras, dificultando as decisões e enchendo ainda mais nossa cabeça de dúvidas, e dependendo da intensidade, poderá fazer com que ajamos de forma impulsiva e prejudicial a nós mesmos.

Imagine grandes nomes como Nelson Mandela. O mesmo passou 27 anos na prisão focando em seu sonho, que visava uma África do Sul livre. Mas, o que teria acontecido se o mesmo tivesse permitido que o medo ou crenças de incapacidade o deixasse dominar durante esse período que esteve preso? Possivelmente, a África do Sul teria perdido o seu maior simbolo de luta e liberdade. O fato é que o medo, ego e a geração de possíveis cenários dolorosos tira das pessoas a capacidade de pensar claramente sobre a forma de como resolver variados tipos de problema ou situações, mantendo suas vidas em uma verdadeira prisão, a do arrependimento e da incapacidade. Já aqueles que conseguem dominar esse estado emocional, permanecem livres, ainda que presos.

Pensamento de incapacidade ou de empoderamento, não é algo presente apenas em pessoas que exercem papéis de prestígio e liderança. Eles estão dia a dia enraizados na vida do(s) seu(s) vizinho(s), irmão(ã), companheiro(a), ou alguém próximo ou querido seu. E claro, em você! Tais pensamento, que gosto de destacar como comportamentos encobertos, quando unidos a outros fatores externos podem conduzi-lo(a) ao deslumbre de um propósito de vida incrível ou levá-lo(a) ao lado obscuro da sua vida, tirando sua capacidade proativa e gerando até algumas doenças mentais como a  própria depressão (Lembro que o processo de depressão está ligado a inúmeros fatores que devem ser analisados e tratados prioritariamente).

Quando nos encontramos presos aos problemas, caímos no paradigma da incerteza e ficamos nos martirizando sobre o que fazer ou como conduzir nossas vidas. O grande “X” da questão é quando somos cegados pelas mensagens fornecidas pelo nosso lado lógico ou pelas nossas emoções. Afinal, a quem dar ouvidos?

Talvez você seja influenciado pelo Orgulho, talvez você use de sua experiência para formar suas opiniões, talvez você faça uma análise lógica e seja guiado pela razão, ou simplesmente você compre o desafio e viva conforme o seu coração.

Mas afinal, no universo das incertezas, a quem dar ouvidos?

Sobre alguns acontecimentos em nossas vidas, sempre tentamos resolver de forma lógica e racional, ou impulsiva, com as emoções à flor da pele.

Nesse momento, agimos imprudentemente deixando passar a voz que grita de forma insistente em nosso interior: “Persista!”, “Tente”, “Só mais um pouco!”, “Sua vida vale mais!”, “Esse é o seu sonho, por que pensar em desistir agora?”. Normalmente essas vozes sempre impulsionam nossa capacidade de agir para resolver uma determinada situação, ou buscar algo que sempre imaginamos não sermos capazes.

Então para que você possa tomar decisões assertivas, lidando com a grande questão da vida, que é decifrar a quem dar ouvidos, razão vs emoção, vou compartilhar com você 4 dicas básicas que o ajudará nesse processo. Vamos lá?

DICA 1:

APROVEITE O PODER DA INCERTEZA

A incerteza é algo incrível. Assustadora, mas incrível!

Veja só, quando algo acontece em sua vida e o tira sua zona de conforto, ou melhor, muda toda sua estrutura, automaticamente você tende a ficar um pouco perdido nos seus pensamentos, imaginando inúmeras situações, e, dependendo do direcionamento que você dê, poderá entrar na espiral negativa que tratei no início dessa nossa conversa.

Por outro lado, quando você usa esse tempo para imaginar inúmeras oportunidades positivas para resolver essa situação, sua capacidade criativa é ativada. Dessa forma, você passa a dar origens a inúmeros caminhos e cada caminho uma possibilidade de experimentar algo em sua vida.

Mas como escolher entre esses inúmeros caminhos?

Você já sabe que prego com todas as forças que para ser melhor e performer, é necessário criar experiências proporcionando aprendizados que devem estar de acordo com seus devidos valores e interesses. Caso contrário você só irá fracassar.

É exatamente por isso que todas as decisões difíceis estão ligadas àquilo que você valoriza. Em outras palavras, para você descobrir qual direção tomar é necessário você descrever o que deseja ter em sua vida. Sobre essa percepção você passa a selecionar aonde ir ou não. O grande vilão está no imediatismo, o qual tem um poder enorme de suprimir seus valores e mensagens de afirmação (aquelas vozes do coração). É do ser humano não focar a longo prazo, mas, no que se pode ter de forma instantânea. Infelizmente é caso raro quando o imediatismo promove sucesso e felicidade.

Sua vida, minha vida e a de todas as pessoas é cheia de incertezas. Assim como um labirinto, sempre caminhamos em busca de nossos sonhos. Algumas vezes teremos que avançar e recuar, para isso usamos recursos lógicos. Mas também precisaremos persistir e avançar mesmo com medo, usando recursos emocionais.

DICA 2:

USE SUA PLAYLIST EMOCIONAL

Ao estudar ou passar por um processo de inteligência emocional, você aprende a desenvolver competências que te permitem ser mais capaz de controlar seus impulsos e o modo como lida com as situações. Ser emocionalmente inteligente é ser capaz de conduzir suas decisões e ações de forma clara e eficaz em busca de potencializar resultados dentro da sua vida.

Particularmente com o passar do tempo, estudando profundamente o comportamento humano, crenças e paradigmas enfraquecedores e fortalecedores, aprendi que ser Inteligente Emocional é uma questão de percepção e seleção sem julgamentos pré-estabelecidos.

Imagine agora uma playlist com suas músicas prediletas. Certamente você possui músicas para todos os momentos, aquelas para os dias tristes, felizes, apaixonantes, ou momentos de meditação… Bem, inúmeras alternativas, certo? Assim é a sua mente! Nela possuímos uma lista de situações que nos desperta sempre reflexões, o problema é que lá elas acabam sendo comparadas a experiências e momentos que já vivenciamos. Caso esses momentos tenham sido de sucesso, provavelmente você dará ouvidos (sem questionar) a qualquer afirmação que o motive a insistir e ir o mais longe possível. Em outro momento, se ao longo da sua vida você vivenciou muitas situações frustrantes e de insucesso, por mais que hajam afirmações e aquele sentimento fulminante pedindo para você fazer algo a respeito, sua atenção será para qualquer voz que limite suas ações.

Uma maneira de você identificar, por exemplo, um pensamento limitador que resultará num comportamento prejudicial, é lembrar de uma situação que você possuiu algum tipo de medo, possivelmente existe um trauma que gerou uma barreira, onde ao encontrar padrões similares nos acontecimentos, rapidamente você tende a desistir ou hesitar em agir.

Você pode estar pensando: “Ok, faz sentido… Mas como uso a minha PlayList Emocional?”. Simples, pequeno “Skywalker”. Lembra do que falei no início dessa dica? Não?! Refrescando sua memória, eu disse que ser emocionalmente inteligente é uma questão de percepção e seleção. Portanto, você precisa fazer é selecionar o que precisa sentir, dentro da sua PlayList. Talvez ao invés do medo você gostaria de sentir coragem, por exemplo. Feito isso, condicione sua estrutura comportamental para afirmar insistentemente: “Sim, eu posso, eu sou capaz!”

DICA 3:

PERFORME SUA VIDA PARA TER MENOS ARREPENDIMENTO

O arrependimento é conhecido como uma emoção “racional” pela maioria dos psicólogos. No meu caso, não sou muito “de acordo” com esse pensamento. Veja só, quando você toma alguma decisão, que mexe diretamente com seus valores quebrando suas regras/padrões pessoais do que é certo ou errado, você sente-se arrependido. Esta emoção, ao longo do processo, gera reflexão (racionalização) sobre a situação em questão. Sendo assim, primeiro você sente para depois fazer seu julgamento pessoal.

Ao tomar decisões, muitas vezes consideramos as opções disponíveis para nós, imaginamos nosso futuro e depois escolhemos qual deles iremos seguir e experimentar. Geralmente realizamos diversas simulações mentais dos possíveis acontecimentos, mas nunca nos questionando sobre as possíveis situações de fracasso. O que seria um passo muito útil para minimizar a dor e o medo de futuros passos.

O processo é simples, quando for agir sobre algo em sua vida, imagine a situação onde tudo foi por água abaixo e se pergunte: “Eu me arrependeria desse fracasso?”. Se a resposta for NÃO, então é um risco que deve ser experimentado. Uma forma racional de decidir sobre algo que seu coração pede, e ainda evitaria mais situações de fracasso do que sucesso. Fica a dica! =)

DICA 4:

ESCREVA SUAS DÚVIDAS EM UM PAPEL

Muitas pessoas subestimam o poder da escrita para tomada de decisões. Quando estamos submetidos a um dilema entre razão x emoção, a melhor forma de clarear as ideias é fazer uma autointervenção.

O ato de escrever te conduz a organizar e estabilizar toda turbulência emocional que circula em seu cérebro. Sentimentos vagos tornam-se estruturados, medidos. Suas autocontradições são expostas, revelando novas alternativas que você não havia considerado.

E quando assunto é tomar decisões, você pode usar esses questionamentos:

Quais são os custos e benefícios? Sobre sua antiga decisão, faça uma lista de prós e contras e inclua seus possíveis arrependimentos.

Qual a motivação por trás dessa decisão? Descreva qual experiência deseja obter com essa decisão. Além de um convite para ação, será uma forma de você analisar quais resultados obteria com ela.

Estou disposto a colher os frutos a longo prazo? Como já falei, o ser humano é imediatista, cabe a você saber se valeria a pena trabalhar o foco e a paciência a longo prazo. Lembro que nada acontece da noite para o dia!


Este é apenas um caso de um atendimento que fiz e acabamos construindo essa tabela. Alguns dados foram ocultados, mas o idealizador topou o desafio e hoje vive do seu negócio próprio.
 
E você, como irá tomar decisões a partir desse momento? Forte abraço! Simboraaaaaa!

Josafá Nobre

Revisado por: Ieda Galvão | Instagram: @iedagalvão

2 respostas para “O GRANDE DILEMA: RAZÃO OU EMOÇÃO”

  1. Obrigada por compartilhar. Sair da mesmice, do comodismo de algumas situações é um passo importante, dúvidas, incertezas são normais, devemos ouvir, mas não devemos deixar o medo tomar conta, seguir com coragem fará toda diferença e com satisfação olharemos para trás e notaremos qual bobo eram nossos medos diante da beleza da tomada de decisão.

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